Poeta do testemunho... da problematização da sociedade...e de belíssimos escritos.

Poeta do testemunho... da problematização da sociedade...e de belíssimos escritos.
Jorge de Sena (1919-1978)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paraíso Perdido

Estou aqui, escrevendo (ou ao menos tentando) a partir do conto Paraíso perdido, que está num volume chamado Genesis, em que há também o conto Caim.

Acho muito divertido o modo como Sena compôs o quadro, depois de ingerido o fruto proibido: "uma bacanal fantástica".

Não, meninos e meninas, não é um conto de humor; é uma puta reflexão sobre o sentido de ser humano, gozar de livre-arbítrio plenamente e a sério.

sábado, 12 de novembro de 2011

Luis Maffei e Alex Castro na EdUFF em 17.11.11


Pulsatilla - Luis Maffei. Onde perdemos tudo - Alex Castro. Um evento para sensibilidades e inteligências. Venham todos!!!

sábado, 5 de novembro de 2011

Jorge de Sena e o dia de finados.

No último dia 2 Jorge de Sena teria feito 92 anos. Eu me lembrei da data, mas nesta última quarta, logo pela manhã, o pai de uma vizinha minha faleceu - enfartou na casa dela. Para quem me conhece, pode parecer estranho eu dedicar atenção a este tipo de coisa, mas passei o dia dando-lhe assistência, notadamente cuidando do seu menino mais velho, que tem 32 anos mas é um menino de 10.

Ela tinha muito amor pelo pai, e foi essa a dor que me doeu - sua perda, não a morte em si.

Nessas horas, duas coisas se destacam: as futilidades e falta de discernimento das pessoas tolas e a boa criação que damos aos nossos filhos (quando cumprimos bem o nosso papel de mãe). O filho mais novo de Norma, de uns 30 anos, veio de casa logo cedo socorrer o avô, que morreu em seus braços, e passou o dia todo cuidando do que devia ser feito, até o fim do enterro.

A morte é inevitável, mas os bons filhos que Deus deu a todo mundo, nem todos souberam preservar. Ela soube. Isso é um grande conforto.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sentimentos

Eu tive um namorado, a certa altura da minha vida, ambos éramos comunistas, que dizia que um comunista é alguém movido por grandes sentimentos de amor: pela humanidade, pelos camaradas.
Tenho pensado nisso sempre e mais, pois me parece que justamente os sentimentos de amor, todos os que seriam passíveis de sentirmos, estão sendo minados pela propaganda do sistema, que disfarça a necessidade que temos de trabalhar exaustivamente para ganhar a vida em "sonho" de "chegar lá". Assim, até os mais bem intencionados entram nessa lógica de disputa de espaço permanentemente, até se perderem nisso.

2012 será um ano de eleição, não somente porque haverá eleições municipais, mas porque, na "sociedade civil organizada" será somente este o objetivo: eleger ou apoiar alguém que vá se eleger. Estar neste filão...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs morreu ontem.

Assim como centenas de anônimos pelo mundo afora. No entanto, ele era Steve Jobs, era alguém famoso por ter criado e revolucionado em suas criações. Movida pela notícia do seu falecimento, fui ler o discurso que ele proferiu em 2005, numa formatura. É, realmente, um belo texto, tanto pelo modo como foi escrito, quanto pela experiência que lhe dava respaldo.

Há outros discursos que fiz questão de ler. Por exemplo, o do José Saramago, por ocasião da premiação com o Nobel de Literatura, e o de posse do Obama.

Em nenhum deses casos, em que pese o fato de serem figuras públicas, não penso que sejam palavras vazias, em discursos construidos por profissionais. Não é que me importe se foram escritos somente por estas pessoas, mas são palavras inspiradoras. Afinal, nenhum legado é mais importante do que aquilo que podemos ensinar com o nosso exemplo. Isso não é só algo que dizemos para nós mesmos quando sabemos que não iremos deixar fortunas, em termos financeiros, para os nossos filhos. É a mais pura verdade.

Eu sei que incluí o Obama nesta lista. Acontece que a dimensão que ele tem pra mim é a de um homem que teve a oportunidade de ser instruído desde cedo, e tornou-se presidente dos Estados Unidos. Não é Jesus renascido.

sábado, 24 de setembro de 2011

Há coisas que nem comentarei.

Como, por exemplo, o "Rock" in Rio..., bem como as notícias de problemas na infraestrutura (que deveria ter sido)providenciada em torno do evento, como transportes e segurança; ou a entrada de um Pastor, o Waguinho, para ser candidato à prefeitura de Nova Iguaçu pelo PC do B...

Sendo eu uma aluna de Camões e Jorge de Sena nas aulas de Luis Maffei, neste ano do Senhor de 2011, não posso deixar de olhar em volta e o que vejo me preocupa sobremaneira. Se estou na rua, vejo sujeira, mendigos falsos e verdadeiros (e, com sinceridade, não sei o que me apavora mais); por outro lado vejo mulheres disputando espaço com as profissionais do sexo, em termo de indumentária somente, porque as putas se dão muito mais valor.

Essa semana, no entanto, dois ataques a professoras - o que pode ser muito corriqueiro para alguns - é algo que me incomoda por vários ângulos, sempre a começar pela educação que essas crianças parecem estar recebendo em casa. Não, não está escrito errado: eu não quiz dizer "a educação que as crianças não estão recebendo", mas a que elas recebem. Uma coisa é ninguém dizer que se deve comportar bem na escola, respeitar o espaço e professores, colegas, humanos irmãos, enfim. Outra, bem diferente, é desqualificar o outro que será encontrado na escola, bem como à própria instituição.

Um dos casos é o de uma professora em Mogi-SP, que foi agredida por não permitir o uso de celular em aula, o outro é o do menino de 10 anos que atirou na professora e depois em si mesmo, tendo morrido por isso, acrescentando-se o fato de que não se saiba a motivação.

Embora eu creia que criei e crio bem os meus filhos, o que é o mínimo da minha obrigação, não me sinto em nada tranquila. Insisto que é preciso darmos formação aos nossos filhos. De que adianta liberdade política, democracia, instrumentos tecnológicos, diversidade, se não utilizamos nada disso para exercer o potencial com o qual nascermos de sermos humanos?

domingo, 18 de setembro de 2011

Tudo já virou mercadoria. E agora?


Um dia desses fiz uma postagem intitulada E SE TUDO VIRAR MERCADORIA? No entanto, percebo que já estou defasada, visto que tudo parece cambiável neste momento em que estamos compartilhando os mesmos oxigênio e impurezas. Nada escapa, sobretudo as relações humanas, pois estão em grande medida motivadas ou orientadas por interesses materiais.

Isso me coloca numa posição de grande isolamento no mundo, por falta de pares. É peciso estar na moda, comportar-se dentro do padrão, ou sair do padrão de forma aceitável, ou seja, filiando-se a "minorias exóticas", também da moda, ou ser politicamente correta, ou ainda querer chegar lá, do ponto de vista do mercado de trabalho e demais realizações financeiras.

É limitado demais esse mundo nosso.