Poeta do testemunho... da problematização da sociedade...e de belíssimos escritos.

Poeta do testemunho... da problematização da sociedade...e de belíssimos escritos.
Jorge de Sena (1919-1978)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Trabalho, eu, o Sena e o amor.

Trabalhar no capitalismo é uma tarefa ingrata, diversamente ingrata. Fico sempre pensando como um homem como o Jorge de Sena, que via tudo e a nada se furtava, "tudo que é humano me interessa" escreveu ele, deve ter sofrido ao longo de sua vida. Os dias em que eu mais penso nisso são quando os meus sofrimentos são maiores do que o habitual.

Nesses dias, é como se eu perdesse parte da minha humanidade, porque parece-me que tudo irá perecer, que não haverá bom caminho, que estou descendo os circulos infernais de Dante, como se eu fosse a personagem de O PROCESSO - de Kafka, que foi preso e nunca descobriu sequer a acusação. Angústia.

Então, como no poema de Drummond, a aurora vem surgindo após longa noite, anunciando o sol que nascerá, iluminando o céu do novo mundo que é o novo dia para a vida ser renovada. A aurora começou, para mim, ontem, na aula do Maffei, e o sol ficou a pino hoje, porque você, meu amor, ligou.
Que venha o barqueiro!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Robocop - lições para uma cidade

Em 1987 estreou um filme, um tanto quanto tosco - devo reconhecer, mesmo para os padrões da época: ROBOCOP, O POLICIAL DO FUTURO. Numa Detroit em plena decadência, é preciso varrer o crime rapidamente para construir a cidade do futuro. Uma empresa de segurança é a responsável pela segurança pública, com um protótipo de policial robo. Na verdade, o vice presidente da companhia OCP é o sócio do chefe do crime local e estão adaptando seus "negócios" a esse momento reforma.

Qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Começa o segundo semestre - CAMÕES

Hoje, 10.08.11, começa o segundo semestre d Mestrado: Camões estará em pauta, revisitado.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

E se tudo virar mercadoria?

E se tudo for resumido à condição de produto para comercializar? Parece-me que, cada vez mais, estamos, cada um de nós, uns mais e uns menos, uns por ação, muitos por omissão, destruindo tudo o que há de humano em nossas vidas, ou, pensando em cultura - porque acabei de ler o blog do ALIUDERSON DE JESUS -deixando de cultivar as boas coisas da existência, principalmente o convívio com o "nosso próximo", seja ele quem for e a esteja a que distância estiver.

Mas hoje, parece-me, o que importa é saber o futuro do dollar americano e sua economia...isso me lembra uma outra época, aproximadamente cem anos atrás, em que disputas econômicas levaram o mundo às duas Grandes Guerras, ou àquela Guerra de 31 anos - de 1914 a 1945...má lembrança, eu sei, mas a memória é algo importante de se cultivar.

Hoje completam-se 66 anos do lançamnto da bomba em Nagasaky, embora ache que não tenha escrito direito o nome da cidade.

sábado, 6 de agosto de 2011

66 anos do lançamento da bomba em HIROSHIMA

Para mim, que só fui aparecer neste mundo vinte e oito anos após o fim da segunda guerra, já é sofrível imaginar o que foi aquele período em que se instaurou a real possibilidade de alguns seres humanos exterminarem a vida no planeta. Jorge de Sena compôs CARTA AOS MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA antes de se exilar aqui no Brasil, devido à ditadura de Salazar em seu país. Um outro artista pintou sobre os fuzilamentos, Sena escreveu.

Arte não têm função, eu sei, mas somente ela em certos momentos garante a permanência do mais humano em nós: a incapacidade de ignorar a barbárie. Que seja sempre assim, ou, ao menos, enquanto houver entre nós tamanhas desumanidades. Que nunca percamos a capacidade de nos surpreender e que utilizemos mais a capacidade de combater o injusto, mesmo que seja a manutenção de um sistema de coisas em que "é preciso condenar milhares à mimiséria para produzir um único rico."

sexta-feira, 22 de julho de 2011

FILMES PORNOGRÁFICOS

"Estes que não actores se alugam para filmes/ da mais brutal pornografia crua/ em que não representam mas só fazem/ tudo o que possa imaginar-se e a sério/ com a máquina espreitando bem de perto..."
Assim começa o poema FILMES PORNOGRÁFICOS, de Jorge de Sena. Mas, por curioso que pareça, lembrei-me destes versos hoje devido às chamadas com fotos de mulheres seminuas do "programa de televisão" A FAZENDA 4, da universal Rede Record.

"Gosto de sexo", "Soda tá liberada na fazenda 4", são exemplos dos, digamos, apelativos argumentos do referido "programa". (não posso deixar de pensar no sentido sexo-profissional da palavra programa...)

Pergunto-me como as pessoas frequentadoras da Igreja dona da concessão de tal emissora estão se sentindo com uma grade de programação onde o apelo sexual, os corpos exibidos, são o grande destaque. Eu tenho claro que não há influência divina nesses canalhas, mas há pessoas seriamente buscando Deus nesta "instituição".

No poema que inicia esta comunicação, vejo um homem testemunhando o surgimento de um nicho de mercado - a indústria do cinema pornô, nos anos de 1970, não discutindo ou admirando pornografia. Ou seja, é alguém atento à comercialização de um novo produto, o ser humano rebaixado à condição de produto, como qualquer objeto saído de uma linha de produção.
Qualquer semelhança com o referido programa não é mera coincidência.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

E EU, QUE DIFERENÇA FAÇO? PRA QUEM?

Considerando que eu estudo JORGE DE SENA e, frequentemente, me lembro porque leio, e leio sempre, SARAMAGO, esses dois grandes portugueses que pensaram o nosso mundo, o que estou fazendo do que seria a minha parte fazer?
Começo a pensar que será cada vez mais difícil se construir uma sociedade socialista, na medida em que as pessoas são cada vez mais individualistas e egoístas, cada vez mais os pobres e despossuídos não almejam o fim da pobreza ou da desigualdade, somente a elevação da sua condição financeira.

Mas, e o que eu estou fazendo aqui?