Poeta do testemunho... da problematização da sociedade...e de belíssimos escritos.

Poeta do testemunho... da problematização da sociedade...e de belíssimos escritos.
Jorge de Sena (1919-1978)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Lendo Sinais de Fogo.

Este é o primeiro romance de Jorge de Sena que leio. A primeira coisa que pude perceber é o quão justo é dizer-se dele que era o poeta do testemunho. E como é envolvente e surpreendente a sua prosa.

Estou rendida.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O tempo escorre, como areia nas mãos.

Já faz quase um mês que não me confesso, digo, que não escrevo aqui. O resultado definitivo saiu no dia 7/12 e passei. Fui admitida no Mestrado, só não fiz pontos suficientes para solicitar uma bolsa da CAPPES.

Unicamente ter sido admitida é maravilhoso. É mais que o justo resultado por um ano de trabalho árduo, mesmo considerando que essa "ano de trabalho árduo" começou no meio da graduação, quando me resolvi a avançar continuamente nos estudos da literatura. É uma premiação, um presente muito caro.

Tão bom quanto a felicidade de ter passado é o efeito que tal feito tem causado na pessoas com as quais convivo. Muitas disseram que é um resultado esperado, que sabiam que eu ia conseguir; muitas ficam felizes pelo inesperado de alguém como eu, trabalhando o dia inteiro, vivendo só com os meus filhos, tenha tido força de tentar e conseguido, mas é sempre uma comemoração.

Os mais velhos ficam com uma sensação de que, como antigamente, com o trabalho árduo e honesto a gente chega lá, o que num mundo tão afeito às trapaças, pode ser um grande alento. Claro, todos ficam ainda mais felizes pelo exemplo que isso representa para os meus filhos, e muitas usam essa imagem com os próprios filhos.

Vê como a nossa responsabilidade pela felicidade dos outros é grande, né?




Nessa foto, estamos a Queli - que trabalha comigo, um primo do Eduardo e o Eduardo - de azul, e eu. Foi a festa da empresa dia 10. O Eduardo é da área de Direito e ficou muito contente por eu ter passado. Ele também planeja fazer Mestrado em breve.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Passada a entrevista ...

...estou no aguardo da última nota.

Acabo de saber que um amigo perdeu o pai, porque para nós a morte está associada à perda. Particularmente, considero que há vários modos de perda de pessoas, mas não quero falar disso hoje.

No momento, somente desejo que ele e os seus possam se consolar e guardar tudo o que de bom ficou de sua passagem por esta existência.

sábado, 27 de novembro de 2010

Morar na Cidade Maravilhosa...

...tão cantada, já faz um bom tempo, não é uma tarefa fácil. Finalmente, entretanto, parece-me que algo de novo está acontecendo. Refiro-me expecificamente à reação da população à atuação do Estado. Há um entendimento geral de que é uma crise incontornável.

Como não vejo sentido em chover no molhado, outras coisas me interessam nesse contexto, uma delas quanto ao comportamento geral, falo do espalhamento de boatos, ou seja, é preciso saber como se comportar numa crise, ponderar sobre as coisas ao invés de ajudar ou instigar o tumulto. Essa lição ainda não foi aprendida. Outra é quanto à educação, em amplo senido.

Sabemos que muitas pessoas são atraídas para trabalhar para "o tráfico" por falta de outras oportunidades de trabalho; isto, por sua vez, relaciona-se cada vez mais com a formação. Se antigamente bastava disposição para aprender, acordar cedo e encarar o trabalho, hoje para chegar até uma vaga de emprego alguns diplomas serão necessários.

Nisto temos, é claro, o papel que deve ser desempenhado pelo Estado, mas, o que me interessa mesmo é o papel das famílias: como orientam os seus filhos para a escola, como deveriam estar cuidando do seu comportamento e parecem não estar, o que deveriam ensinar sobre o funcionamento da sociedade, e os cuidados com o próprio aprendizado em si, a formação acadêmica. Ou seja, onde estão as bases da sociedade?

Para aqueles que possam pensar que quero simplificar ou reduzir as grandes mazelas sociais ao círculo familiar, não estão muito errados. Quando temos um filho, estamos assumindo uma série de responsabilidades que vão muito além de custos e não têm prazo pra acabar. Não ter planejado ou ser muito jovem não são desculpas para esse descumprimento generalizado das funções dos Pais e Mães a que temos assistido.

Mesmo a formação política e cidadã não acontece naturalmente, necessitam de ser ensinadas, de haver um espaço para formação constante. Por exemplo, quem gosta de maconha deveria lutar por su legalização, não ficar financiando este poder desastroso que agora está sendo combatido na ponta do fuzil.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Avançando.

Nesta quarta, 24/11/10, saiu o resultado da prova de língua estrangeira instrumental e passei. Agora, haverá a última etapa, composta por entrevista. Embora ainda falte uma etapa, sinto-me estranha por ter já chegado tão longe.
A confiança que as pessoas depositam em nós é uma responsabilidade que pesa. Isso nos move.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

23 de novembro - DIA HERBERTO HELDER

Hoje aconteceu o evento, tão anunciado evento em comemoração dos 80 de nascimento de Herberto Helder, na UFF, organizado pelo (meu) querido Professor Luis Maffei, a Professora Ida Alves, e a equipe (não sei os nomes daquelas maravilhosas pessoas) que tornou este um dia marcante.

Aquelas e Aqueles que apresentaram seus artigos, textos, leituras de Herberto, construiram um evento inesquecível, principalmente pela bela diversidade ali apresentada. E o que fica como principal aprendizado é que HERBERTO é um autor enorme.

Para quem não pode estar lá, recomendo que leiam os textos apresentados, mesmo sabendo que o que vivenciamos durante este dia foi único.

domingo, 21 de novembro de 2010

Ainda sobre o capitalismo.

Quando eu disse, no outro dia, que é possível "alcançar certo conforto material trabalhando", refiro-me a um nível simples de exigências ou necessidades. Porque se, para você, conforto material significa morar num apartamentão no Leblon, tal o pessoal das novelas do Manoel Carlos, e nascestes em São Gonçalo, numa família não detentora de bens materiais, meu bem,.....

Isso me leva a uma linha de raciocínio que pode me marcar com a pecha de cruel, mas, o tal conforto espiritual que as religiões oferecem, lançando mão inclusive de todos os meios de mídia, atualmente, não prestam um grande serviço para manter a maioria trabalhando, submetendo-se, conformada?

Defendo-me dizendo que, para mim, o conforto espiritual não está engaiolado nas religiões e não lhes devo nem direitos autorais ou de patente pelo que vem e vai no meu espírito.

Considerando essa complexidade de questões que o viver impõe, principalmente para quem queira dar-se ao trabalho de olhar, temos as possibilidades de militância política, o que nada mais é do que se propor a interferir, de alguma forma e com consciência. E aqui está o meu dilema "PCdoB".

O Partido Comunista do Brasil entrou na minha vida em 1988, quando eu conheci o Kique na escola (esse mesmo que foi candidato a deputado federal este ano). Isto mudou a minha vida. Tenho dúvidas se eu ainda estaria viva se tivesse continuado restrita à vida sob meus pais. Porque estar à disposição do egoísmo "daqueles dois" teria, em mais alguns anos, acabado comigo. Entrar para o Partido na juventude abriu-me uma porta e chamou-me a olhar para a frente.